quinta-feira, 13 de junho de 2013

Casamento de Mariana e Bruno

Cerimônia e recepção: Clube Naval Piraquê




Mariana e Bruno se casaram!

Fofos, carinhosos, casal gente fina daqueles que a gente quer ficar amigo depois.

Como cerimonialista, participo a cada semana, de cerimônias de casamentos nas mais diferentes religiões.

Confesso que adoro essa pluralidade de ritos, todos belos e que atravessam gerações a séculos, mantendo suas tradições e história.

Esse foi judaico, cheio de simbologias.








O casamento judaico, reúne elementos e acontece em etapas que simbolizam a beleza do relacionamento entre marido e mulher, bem como suas obrigações um para com outro e com o povo judeu.

Mari entrou com o rosto coberto pelo belo véu bordado e com um buquet de tulipas brancas, delicado como ela.




Ele com o talit (xale de orações) sobre o terno, a aguardava dentro da chupá ( que representa a casa que os dois vão construir juntos).

Tudo como mandam as tradições judáicas para o dia do casamento.


A cerimônia foi no salão Lareira , ao lado do Capitânia onde, logo após o rito, os noivos recepcionariam os convidados.

O espaço foi transformado para a celebração com a construção da chupá em voal bordado, iluminação especial , paisagismo e decorado com flores nas cores azul, lilás e branco.







O dourado também estava presente nos pedestais de cada arranjo que ornamentava a passagem dos noivos e no bordado na mesa da celebração onde duas taças de vinho são servidas no casamento
 judaico.

O vinho é um símbolo de alegria na tradição judaica e está associado com o Kidush, a reza de santificação recitada no Shabat e nas festividades.


Logo na entrada, foram disponibilizadas as Kipás (os judeus cobrem a cabeça para se lembrar da presença de D'us. ) para que os convidados pudessem usar durante a cerimônia e depois levar para casa como recordação do casamento.

Nelas, estavam bordados em prateado a palavra Jai (vida, em hebráico) e por dentro o nome de Mariana e Bruno.




Além dos padrinhos, o cortejo do casamento teve a participação de seis menininhas muito lindas! Juntas, pareciam um visão... tive que fotografar.

Terminada a cerimônia, todos foram direcionados para a festa enquanto os noivos registravam em poses e beijos muitos cliques para a prosperidade.

Claro que as poses eram para os profissionais de fotografia e filmagem mas eu tirei uma casquinha também e fui clicando com minha câmera para postar rapidinho aqui para vocês.

Bruno e Mariana deram muitos sorrisos para mim!!!!!!rsrsrsrs










O salão seguiu as cores da cerimonia e foi produzido em lilás com azul.

Mari escolheu assim. Na verdade, ela fez poucos pedidos...

Escolheu a cor, falou da cadeira transparente para os convidados... só!
Entregou para mim e foi ser feliz.


Um super lounge circulava a pista de dança e mesas de espelho receberam sousplats floridos para os convidados.

A iluminação foi em led e mudava de tom ao longo da festa entre o lilás e o azul produzindo um efeito bonito de movimento do ambiente e renovando o visual a cada olhar.



Lírios, lisianthus, rosas, camélias, crisantemos japoneses, hortensias ... centenas de flores tomaram o salão!

Logo a esquerda, um open bar de caipirinhas reunia os amigos dos noivos para um bate-papo enquanto outros preferiam observar a mesa de doces que estava caprichada com centenas de delícias da nossa equipe de confeitagem e com reforço dos fludens (doce judaico)  feitos pela mãe do noivo.

O bolo, recheado de guanache de chocolate branco, doce de ovos e doce de leite, estava uma delícia, recebeu o monograma dos noivos e foi coroado por um casal de noivinhos super elegantes (eu adorei esses!!!!!).



Após a primeira dança com a qual os noivos abriram a pista, nosso DJ (Sérgio Afonso) abriu o set de danças judaicas e pronto!

Bombou!

Uma vez um rabino me disse que todo convidado , num casamento judaico, tem como função aumentar a alegria do casal e faz isso dançando.
A felicidade compartilhada e mais profunda.

E eles fazem isso em círculos porque ele é infinito.
Assim, o amor não terá fim.

Adorei isso!!!!

Afinal, tenho que dizer, que de vez em quando, na minha profissão, encontro convidados a fim de criar problema e que entendem muito pouco essa missão!
Mas isso é uma outra conversa...!!!!





Foi bonito!

Claro que eles foram colocados na cadeira e "chacoalharam" muito para cima mas suaram mesmo foi depois.

Terminadas as músicas típicas, começou a trilha de ritmos atuais e eles não pararam.

Dança do começo ao fim e a turma acompanhou. As mães curtiram de montão.

Aliás, a família toda!

Saiu o jantar e tenho a impressão que poucos se serviram.

Ninguém queria parar.

Os balões fizeram o sucesso de sempre e estava bonito demais de se ver.





Mari, Bruno:

Já comecei esse post declarando meu amor por vocês, né?! rsrsrsrs  É tudo do fundo do coração.
"Se todos fossem iguais a vocês, que maravilha seria viver!!!!"

Que a vida recompensem vocês, trazendo um mundo colorido, cheio de amor, amigos, alegrias e muita...muita felicidade.


Que nada atrapalhe. Que nada macule. Que nada tire a pureza e a simplicidade do coração de vocês.

Mazal Tov!

Beijos!!!!!

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Bodas de Ouro de Arlete e Joaquim

Cerimônia e recepção: Clube Marapendi


A muito tempo atrás, nos pequenos povoados da Alemanha, era costume oferecer uma coroa de ouro aos casais que completassem 50 anos de casados.
Os séculos se passaram, os costumes mudaram mas algumas tradições, apesar de repensadas e praticadas com uma nova leitura, ainda se mantém vivas.

Aqui no Brasil, chamamos Bodas de Ouro e é a de Arlete e Joca que vou mostrar aqui hoje.

A cerimônia foi neste sábado. A varanda do salão nobre do Marapendi foi o local escolhido para as bênçãos e São Pedro ajudou.
A noite estava agradabilíssima, temperatura perfeita e, no céu, uma lua crescente iluminava suavemente.

Muitos amigos, alguns que até estivevam lá ... a 50 anos atrás ... no casamento dos dois!




Aqui, trabalhamos para  construir um cenário que honrasse a ocasião.

Para falar disso, tenho que falar um pouco do que conheci destas pessoas.

Para todos que dizem por aí que felicidade é coisa de filme, recomendo que os conheçam.

Arlete e Joca são pessoas felizes.

Para todos que dizem que o amor, a paixão e o encantamento passa com o tempo , recomendo que revejam seus conceitos conhecendo Arlete e Joca.

Eles se curtem, e muito!!!!




Claro que vivem neste mundo.

Claro que já tiveram dias nublados ou problemas de trabalho e talvez tenham, em algum momento, conhecido gente que não valeu a pena.

Mas escolheram ser felizes.



Todas as vezes que estivemos juntos fiquei admirando a alegria, a cumplicidade, a sabedoria do simples, o brilho que eles tem no olhar, na felicidade de estarem juntos.

Olha só que família linda.

Eles construíram!

Inclusive, bom gosto é genético!
Olha os sapatinhos das meninas, gente. Tive que registrar.


Eles confiaram a mim, organizar e criar o cenário perfeito para comemorar tudo isso: a celebração  do que eles representam. Super honra, super privilégio.

Para a festa, Arlete queria cores . Nada de clichês típicos de Bodas de Ouro.
Pediu azul, rosa, verde e lilás. Para a cerimônia, nos manteríamos um pouco mais tradicionais com o branco.

No mais, liberdade total para mim.

Fechei os olhos para procurar o que determinaria este projeto.

Uma palavra não parava de se repetir: encantamento encantamento encantamento... O ambiente começou a ser rascunhado como se eu estivesse criando um jardim de fadas.

A cerimônia ganhou um chão verde musgo margeado com tapete de folhas de fícus.


Sobre ele, erguiam-se colunas cobertas de folhas também para sustentar flores brancas que enfeitariam o caminho dos dois até o altar.

Entre eles, colunas com anjinhos simpáticos também traziam flores sobre os ombros para a decoração como se fosse um jardim celestial.






Frei Dino, da Paróquia de São Francisco de Paula, foi o celebrante e os Violinos Moza cuidaram da trilha sonora.

Um mini concerto foi apresentado antes da celebração enquanto os convidados aguardavam.

Super descontraída e ao mesmo tempo um tanto litúrgica, a cerimônia foi como deve ser : celebrada pelos "noivos" tendo o sacerdote como testemunha.

Eles falaram, trocaram idéias com Frei Dino...foi legal mesmo.






Para a festa, fiquei imaginando aquelas cores juntas, o espaço...As idéias foram surgindo, se consolidando e tomando forma.

O projeto de luz foi todo criado em led e as cadeiras que acolheriam cada amigo ganharam transparência , fluidez, leveza.

Equipe de forração entrou em cena para que os assento das cadeiras e tampos de mesa fossem feitos no mesmo tecido e assim criasse um visual harmônico com já variados elementos da ambientação.

As paredes cenográficas ganharam tons de areia e branco erguidas e forradas em tecido de texturas com relevo e decoradas com espelhos pendurados na altura certa para refletir e multiplicar o colorido das flores.

No paisagismo usei galhos de flamboyant.
Queria levar para a festa, um pouco das árvores de flores belas da nossa flora fechando, assim, a idéia de um ambiente onírico e acolhedor. 

As mesas de convidados ganharam taças azuis, cor da sabedoria e da estabilidade.

Coloquei os sousplats também azuis para combinar com as taças mas escolhi um padrão estampado de azul e branco numa alusão aos típicos azulejos portugueses em homenagem da terra do Joaquim.




Em torno da pista, confortáveis lounges convidavam a turma a um bate-papo descontraído.


A mesa de doces foi a síntese das cores com forminhas azuis, rosa e verde apresentando centenas de delícias de todas as formas e sabores em peças de cristais e porcelana.

Velas em castiçais rigados dourados marcaram presença junto a hortensias, camélias, rosas, lírios e flor de cenoura.









O bolo ficou logo alí, do ladinho...

Aliás,ele foi um atração a parte.

Obra prima esculpida em dourado e branco e recheada com guanache de chocolate branco e nozes.

O topo era lindo, com os dois de mala na mão (eles adoram viajar!) e a Arlete toda no dourado ao lado do seu Joca, todo orgulhoso.

Bem juntinho, as taças feita especialmente para eles brindarem com champagne rosé a comemoração das Bodas.

Equipe de confeitagem da Cerimoniale fazendo bonito!




Para cuidar do banquete, o serviço de primeira classe do Midle em sua bela prataria oferecendo salada de lagosta, salmão, filet mignon, batata gratinada com queijo suíço... e muito mais.

Tirei foto mas quem experimentou sabe que ao vivo, e ao alcance da boca, é bem melhor ... (risos)





A trilha sonora da festa foi a síntese de muitos gostos.

Afinal, Arlete e Joaquim são uma "empresa" com mais dois departamentos - Flávio e Jaqueline, e conselho administrativo - Ana, Mauro, Lara e Sofia.

Aliás, tenho que registrar... a reunião com o DJ (Sérgio Afonso) foi uma pré festa já.

Uma delícia do começo ao fim.

Ô gente bacana!!!!!

Gostei mesmo deles!!!!!




Arlete e Joaquim se divertiram muito.

A ajeitadinha no penteado foi mesmo dançando.
Sair da pista para quê?

Minha equipe deu seu jeito!!!!

Foi muito Roberto Carlos, música da terrinha (portuguesa), boleros, sertanejo universitário, 70', 80' e ritmos atuais.





Tocou muita coisa mas o que fez mesmo a pista tremer foi o Black Eyes Peas com seu "I gotta felling".

A partir daí a pista bombou e não esvaziou mais.

Foi animada até o fim.




Sempre termino os posts das festas aqui com uma mensagem aos noivos, desejando coisas boas e expressando os sentimentos que surgiram na nossa convivência durante momentos tão especiais.

Desta vez, é diferente.

Arlete e Joaquim não precisam de votos de felicidade.

Eles já a tem.

Aliás, são professores nesta conquista tão cobiçada pela humanidade e conquistada por tão poucos.

Deixo meu depoimento.






Arlete, Joca...

Dizem por aí que a vida é feita de encontros. Que deixamos um pouquinho de nós e levamos um pouquinho de alguém.
Quero dizer a vocês que não deixaram um pouquinho comigo.

Deixaram muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito.

Vivi um encontro com a felicidade. Que honra! Que presente!

Vou contar agora ... algumas vezes fiquei quietinha após nossos encontros, sorrindo sozinha e pensando sobre o jeitinho de vocês ... fiquei "tomando nota" e aprendendo que a alegria vem do ser simples, a não complicar as coisas.

Que o mundo tenha mais Arletes e Jocas !!!!! ...e que a humanidade queria verdadeiramente aprender com eles.

Beijos!


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